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Vinte anos sem Freddie Mercury!

24 de novembro de 2011, 13h28, por Da redação, por Amanda Ramalho
DivulgaçãoIntegrantes do Queen

Em 5 de setembro de 1946, nascia um dos ícones da música: Freddie Mercury. Foi durante muito tempo, vocalista da banda de rock britânica Queen e considerado pelos críticos e opiniões populares, como um dos melhores cantores de todos os tempos e uma das vozes mais conhecidas do mundo.

Uma trajetória musical incrível, mais de 300 milhões de discos vendidos em todo o mundo e apresentações com milhares de pessoas, o Queen não era apenas um fenômeno mundial, mas também era símbolo da diversidade musical.

Onde tudo começou
A banda surgiu na época em que os integrantes estavam na faculdade. O guitarrista Brian May era físico e fazia mestrado em astronomia. Roger Taylor, estudante de odontologia, conheceu o amigo por meio de um anúncio deixado no quadro de avisos na faculdade, no qual solicitava um baterista.

Freddie Mercury, aluno do curso de história da arte, apareceu apresentado por um amigo comum. E por fim, o baixista John Deacon, estudante de eletrônica, foi o último a se juntar ao grupo.

A banda eclética, não era tão considerada pelos críticos, como os grupos da época - Led Zeppelin, David Bowie e Alice Cooper – pois eles mesclavam tudo. Um pouco de heavy metal, progressiva, glam, punk... eram únicos!

Os anos 80 convidaram o Queen a se aventurar pela discoteca e a dance music. Mais uma vez a crítica fez alvoroço. Eles achavam estranho, a banda abandonar a moda do momento, que era o rock, e se arriscar "levando o balé às massas". Na ocasião, Freddie Mercury era considerado pela imprensa musical inglesa como um cabeça oca arrogante e megalomaníaco, por investir e novos ritmos.

Divulgação

Mas eles não se importavam. O que realmente queriam era atingir o público, e isso eles faziam facilmente. O povo amava aquela variedade de estilos embalada com tamanha dramaticidade e um senso de humor. Iam ao delírio ao ouvir "Bohemian Rhapsody", "Fat Bottomed Girls", a interpretação à la Presley de "Crazy Little Thing Called Love" ou o romantismo de "Love of my Life".

Freddie Mercury também foi o responsável por passar à banda a sua obsessão com o universo gay sadomasoquista que ele tinha acabado de descobrir, no início dos anos 80, e transmitir o visual "couro e bigode" que ficou para sempre associado a ele e ao Queen, o que foi considerado vantagem ao grupo que se sentiu mais livre.

Mercury chamava a atenção pela forma que conduzia os espetáculos: grandes saltos, gestos exagerados e uma potencia vocal invejável. Apesar de ter sua carreira altamente relacionada com o Queen, Freddie Mercury também lançou alguns trabalhos solo: os LPs "Mr. Bad Guy" (1985) e "Barcelona" (1988), com a diva Montserrat Caballé,  também participou do musical "Time", de David Clark.

Mas em 1991, complicações de saúde decorrente da AIDS, levaram o mito do rock e desde então o Queen jamais voltou a emplacar algum grande sucesso. Após a morte de Mercury, o baixista John Deacon abandonou o grupo e a carreira musical. Já May e Taylor continuam a gravar e fazer shows, com a participação de Paul Rodgers nos vocais, e, mais recentemente, com o ex-"American Idol" Adam Lambert.

Assista a seguir um dos clipes de sua carreira solo "Living On My Own":

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