Quase 30 anos depois, caso Tupac tem reviravolta!

01 de setembro de 2026, 12h52, por Amanda Ramalho

Duane "Keffe D" Davis foi considerado culpado pelo assassinato de Tupac Shakur em Las Vegas. Ele não foi acusado de ser o atirador, mas de organizar o ataque que matou o astro do hip hop em 1996.

Uma das maiores histórias de mistério do hip hop acaba de ganhar um capítulo decisivo. Duane, de 63 anos, foi condenado pelo assassinato de Tupac Shakur, quase três décadas depois da morte do rapper.

O veredito foi anunciado por um júri em Las Vegas, no estado de Nevada, após aproximadamente três horas de deliberação. Davis foi considerado culpado por homicídio em primeiro grau com uso de arma letal. Ele é a primeira pessoa condenada criminalmente pelo assassinato de Tupac.

Mas existe um detalhe importante: Davis não foi apontado como o homem que efetuou os disparos. Segundo a acusação, ele teria organizado o ataque e participado da ação que terminou com Tupac baleado. O atirador não foi identificado oficialmente pelos promotores.

O que aconteceu com Tupac?

Na noite de 7 de setembro de 1996, Tupac estava em Las Vegas acompanhado de Marion "Suge" Knight, então uma das figuras mais importantes da Death Row Records.

O carro em que os dois estavam parou em um semáforo quando um Cadillac branco se aproximou. Os ocupantes do veículo abriram fogo contra Tupac, que foi atingido quatro vezes.

Seis dias depois, em 13 de setembro, Tupac Shakur, aos 25 anos, morreu em decorrência dos ferimentos. Sua morte chocou o mundo da música e se tornou um dos episódios mais marcantes — e controversos — da história do rap.

Por que Tupac teria sido alvo?

A principal linha apresentada pela promotoria relacionou o assassinato a uma briga ocorrida horas antes do tiroteio.

Segundo os promotores, Tupac e integrantes de sua comitiva haviam se envolvido em uma agressão contra Orlando Anderson, sobrinho de Davis, em um cassino de Las Vegas.

A acusação sustentou que o ataque contra Tupac teria sido uma retaliação. Davis teria reunido o grupo, conseguido a arma e participado da perseguição ao carro em que estavam Tupac e Suge Knight.

Um dos elementos mais importantes apresentados pela promotoria foram declarações feitas pelo próprio Davis ao longo dos anos. Ele falou sobre o episódio em entrevistas e também abordou o caso em seu livro de memórias, publicado em 2019. Gravações de conversas realizadas posteriormente com investigadores também foram utilizadas durante o julgamento.

A defesa tentou desacreditar essas declarações, argumentando que Davis teria exagerado ou inventado partes da história para ganhar dinheiro e notoriedade.

Mesmo assim, os jurados consideraram as evidências suficientes para condená-lo. A condenação ainda não significa que a pena já foi definida. A audiência de sentença está marcada para 13 de outubro de 2026. Davis pode receber prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.