Mais de um ano após a morte de Ozzy Osbourne, Sharon Osbourne ainda encontra formas de manter viva a ligação com o marido. Em entrevista à BBC, ela revelou que visita diariamente o local onde o músico foi sepultado e falou sobre o desafio de seguir em frente sem o companheiro de décadas.
Ozzy morreu no dia 22 de julho de 2025, aos 76 anos, após sofrer um infarto. Conhecido mundialmente como vocalista do Black Sabbath e por sua carreira solo, o artista deixou uma trajetória marcante no rock e uma família que segue lidando com a ausência.
Ao comentar como tem enfrentado o período após a morte do marido, Sharon explicou que a dor não desaparece simplesmente com a passagem do tempo. Para ela, o processo envolve aprender a conviver com a saudade, em vez de esperar que o sofrimento deixe de existir.
"Você perde o amor da sua vida, então você não acorda e pensa: 'Estou bem agora. Estou curado'. Você nunca supera completamente. Mas você aprende a conviver com isso, e é isso que estou tentando fazer. Então, ou você se isola num quarto e não sai, ou você aceita, se torna amigo disso e pronto", confessou Sharon.
A artista também explicou a escolha de manter o local de sepultamento do cantor na propriedade da família, em Buckinghamshire, na Inglaterra, como uma decisão de preservar a privacidade do músico e evitar que o túmulo se tornasse um ponto de visitação pública.
"Não havia como eu colocar o Ozzy em um cemitério público. Eu vi o que acontece com outras pessoas públicas. Não há paz porque as pessoas querem vir e prestar suas homenagens. É algo constante, e eu queria que o Ozzy descansasse em paz", completou.
A morte de Ozzy aconteceu poucas semanas depois de sua apresentação no "Back to the Beginning", show realizado em Birmingham, cidade natal do artista, em julho do ano passado. O evento marcou sua despedida dos palcos ao lado do Black Sabbath e reuniu nomes importantes do rock.
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