Mariah Carey obteve uma importante vitória na Justiça após uma disputa de cinco anos com o irmão, Morgan Carey. A cantora era acusada de prejudicar a reputação dele ao relatar episódios familiares em sua autobiografia, The Meaning of Mariah Carey, publicada em 2020. A ação pedia uma indenização superior a US$ 20 milhões.
A decisão foi proferida em 19 de outubro pela juíza Leslie A. Stroth, da Suprema Corte do Estado de Nova York. Segundo a magistrada, Morgan não apresentou provas suficientes para demonstrar que a artista publicou as declarações contestadas sabendo que eram falsas ou desconsiderando de forma imprudente a possibilidade de serem mentira.
No livro, Mariah compartilha lembranças de uma infância marcada por conflitos familiares. Morgan alegou que determinados trechos o retratavam de maneira prejudicial, incluindo referências a comportamentos violentos, dificuldades na infância e suposto envolvimento com o tráfico de drogas.
O irmão afirmou que as declarações comprometeram sua imagem pública e provocaram danos pessoais e financeiros. Ele também questionou as fontes utilizadas pela cantora para reconstruir os episódios narrados na obra.
A ação foi aberta em maio de 2021. Durante o andamento do processo, parte das acusações foi descartada, até que as alegações restantes também foram rejeitadas pela Justiça.
Por que a Justiça decidiu a favor de Mariah Carey?
Na avaliação da juíza, não bastava alegar que a cantora tinha uma relação difícil com o irmão para demonstrar que ela agiu com intenção de difamá-lo. A legislação de Nova York exige que, em casos desse tipo envolvendo figuras públicas e assuntos de interesse público, sejam apresentados elementos que sustentem a chamada “malícia real”.
A decisão destacou que Morgan não comprovou que Mariah sabia que as declarações eram falsas ou que publicou os relatos com desconsideração temerária pela verdade.
O advogado da cantora, John Rosenberg, afirmou que sua cliente ficou satisfeita com o resultado e ressaltou a importância da proteção jurídica a autores que abordam questões de interesse público em suas obras.





