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Clara Nunes: 26 anos sem o ícone do samba

02 de abril de 2009, 17h01, por Da redação, por Tatiana Pires

Há 26 anos a música perdia uma das maiores intérpretes brasileiras. No dia 2 de abril de 1983, Clara Nunes, morreu depois de 28 dias hospitalizada após um choque anafilático ocorrido durante uma cirurgia de varizes.

A cantora morreu aos 40 anos, depois de vender em torno de quatro milhões de discos e de se consagrar em desfiles pela escola de samba carioca Portela.

Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, conhecida como Clara Nunes, nasceu em Caetanópolis (MG), no dia 12 de agosto de 1943. Caçula dos sete filhos do casal Manuel Ferreira de Araújo e Amélia Gonçalves Nunes, a cantora trabalhava numa fábrica têxtil na época em que participou do concurso A Voz de Ouro ABC, vencendo a etapa mineira e conquistando o 3° lugar na final, em São Paulo, em 1959. Sua carreira musical teve início quando conseguiu um emprego em uma rádio de Belo Horizonte e passou a se apresentava em casas noturnas da cidade.

No ano de 1965, morando no Rio de Janeiro, gravou seu primeiro disco, com repertório de sambas-canções e boleros.

Clara Nunes firmou-se no samba nos anos 70. Em 74, seu LP vendeu cerca de 300 mil cópias, embalado pelo sucesso do samba "Conto de Areia" (Romildo/ Toninho).

A intérprete quebrou o tabu de que mulher não vendia discos. Conquistou fama também com suas canções sobre Umbanda, sua religião. Seu modo de se vestir também a marcou, sempre de branco e com colares e missangas de origem africana.

Grandes sucessos da artista como: "Você Passa e Eu Acho Graça" (Ataulfo Alves/Carlos Imperial), "Tristeza, Pé no Chão" (Armando Gonçalves Mamâo), "Ê Baiana", "O Mar Serenou" (Candeia) e "Nação" (João Bosco/ Aldir Blanc) se tornaram clássicos da música brasileira.

A obra completa da cantora foi reeditada em 1997, pela gravadora EMI. No total foram 16 CDs remasterizados e embalados em capas que reproduzem as originais.

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