O caso envolvendo a adolescente Celeste Rivas Hernandez, de 14 anos, ganhou novos desdobramentos após a divulgação do laudo oficial da autópsia. O documento aponta que a jovem morreu em decorrência de múltiplas lesões penetrantes, provocadas por um objeto cortante, e classifica a morte como homicídio.
Segundo o relatório do Escritório do Médico-Legista do Condado de Los Angeles, foram identificados dois ferimentos principais no tronco da vítima. Um deles atingiu o fígado, enquanto o outro perfurou a região torácica e causou danos às costelas adjacentes.
Os restos mortais de Celeste foram encontrados em setembro de 2025 dentro do porta-malas dianteiro de um carro da marca Tesla, registrado no nome do cantor D4vd, nome artístico de David Anthony Burke. O laudo descreve que o corpo estava em estado avançado de decomposição, com sinais de desmembramento.
O documento ainda detalha que partes do corpo estavam fragmentadas e que a cabeça da adolescente estava parcialmente esqueletizada. Dois dedos da mão esquerda nunca foram encontrados.
A análise toxicológica apontou a presença de álcool em baixa quantidade no tecido hepático, além de resultados preliminares positivos para substâncias como benzodiazepínicos, metanfetamina e MDMA. No entanto, os peritos destacaram que exames complementares ainda serão necessários para confirmação definitiva.
Antes de morrer, Celeste era considerada testemunha em uma investigação envolvendo Burke por supostos atos sexuais com menor de idade. Além da acusação de homicídio, ele também responde por mutilação de cadáver e atos libidinosos com menor de 14 anos.
A defesa do cantor afirma que ele é inocente. Em nota, sua advogada declarou que "as provas reais neste caso mostrarão que David Burke não assassinou Celeste Rivas Hernandez e não foi a causa de sua morte".





