Morte de Kurt Cobain será revisada novamente

20 de outubro de 2026, 11h55, por Amanda Ramalho

A morte do eterno vocalista do Nirvana, Kurt Cobain, sempre envolveu muitos mistérios e principalmente foi tratada como suicídio desde a ocasião, abril de 1994.

Agora o tema voltou a ser comentado, já que foi reaberto, devido a uma disputa oficial em Seattle. 

Uma revisão do caso foi reaberta já que existe a alegação de que o ex-chefe de polícia, Shon Barnes, reconheceu contradições entre as provas recolhidas e o que foi registrado no laudo original.

Kurt foi encontrado morto no dia 8 de abril de 1994, numa estufa de sua mansão em Seattle, com um ferimento de tiro na cabeça. Em questão de poucas horas, os investigadores classificaram a morte como suicídio.

Vários pontos sempre ficaram em abertos como por exemplo a ausência de sangue na mão esquerda - que teria sido usada para segurar a espingarda perto da boca. 

A suposta admissão da inconsistência teria acontecido em 4 de novembro de 2025, num encontro de Barnes com o grupo de voluntários "Who Killed Kurt?", que defende que a morte foi um homicídio encenado.

Participaram a investigadora Michelle Wilkins e o assessor jurídico Mark Larson, ex-promotor do condado de King. Questionado sobre a velocidade com que o caso foi fechado, o ex-chefe teria afirmado: "A determinação acontece depois de uma investigação." E completou: "Embora eu não estivesse aqui na época, como investigador treinado, nós investigamos cada morte como se fosse um homicídio, e então tomamos uma decisão".

O grupo discutiu com o então chefe de polícia um artigo revisado por pares, publicado no International Journal of Forensic Sciences, que conclui que Cobain foi assassinado. Quando Larson sugeriu que a mão poderia ter sido posicionada sobre a arma depois do disparo, Barnes teria reagido: "Então essa é a explicação, a mão é colocada depois do evento de respingo de sangue."

No início de janeiro deste ano, a polícia de Seattle (SPD) anunciou que não reabriria o caso, mantendo o resultado de uma revisão de 2014 que também não encontrou indícios de crime. Barnes deixou o comando da corporação em julho, depois de críticas pela forma como conduziu a resposta a um tiroteio em massa na cidade.

A viúva Courtney Love, que acredita que o marido tirou a própria vida, exigiu em 1995 que todo o arquivo policial sobre a morte fosse entregue a ela, sem cópias retidas pela polícia. O pedido foi negado pela corporação.

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