Cantores são convidados para debate sobre a criminalização do funk

28 de junho de 2017, 12h17, por Alexandre Murari
Divulgação

Em breve, vários nomes do funk vão ao Senado Federal, em Brasília, para uma audiência pública que discutirá a proposta que visa criminalizar o funk no Brasil.

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A medida foi encaminhada pelo empresário paulista Marcelo Alonso e conta com mais de vinte mil assinaturas que a apoiam. Vale lembrar que qualquer cidadão pode encaminhar ideia ao Senado por meio do portal ecidadania.

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A audiência para discutir a proposta vai acontecer na Comissão de Direitos Humanos, e Anitta, Valesca Popozuda, Buchecha e outros nomes foram convidados pelo senador e ex-jogador de futebol Romário Faria, que, em sessão (confira o trecho no vídeo ao fim da matéria) do Senado na última quarta-feira, 21, cravou:

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"Eu, como carioca nato e eterno funkeiro, faço questão de defender essa bandeira. A ideia é convidar o maior número de pessoas que fazem parte deste segmento no nosso País".

Em entrevista para o E+, Valesca Popozuda vê a proposta como um atraso não só para a cultura do país, mas também para a economia: "isso é um retrocesso enorme. O funk é cultura, é trabalho e gera emprego como qualquer outro ritmo. É triste ver o país no caos em que está e as pessoas se preocupando em criminalizar algo que não incomoda ninguém."

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Já o texto de Marcelo que compõe a proposta, afirma que o funk é responsável por influenciar diversos cenários criminosos na sociedade:

"Os chamados bailes de "pancadões" são somente um recrutamento organizado nas redes sociais por e para atender criminosos, estupradores e pedófilos a prática de crime contra a criança e o menor adolescentes ao uso, venda e consumo de álcool e drogas, agenciamento, orgia e exploração sexual, estupro e sexo grupal entre crianças e adolescente, pornografia, pedofilia, arruaça, sequestro, roubo e etc."

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