Malandrinha/Ontem Ao Luar

Carlos José

A lua vem surgindo cor de prata
No alto da montanha verdejante
E a lira do cantor em serenata
Reclama na janela a sua amante
Ao som da melodia apaixonada
Das cordas do sonoro violão
Confessa o seresteiro à sua amada
O que dentro lhe dita o coração

Oh linda imagem de mulher que me seduz
Ah se eu pudesse tu estarias num altar
És a rainha dos meus sonhos, és a luz
És malandrinha não precisas trabalhar

Acorda minha bela namorada
A lua nos convida a passear
Seus raios iluminam toda a estrada
Por onde nós havemos de passar
A rua está deserta, oh vem querida
Ouvir bem junto a mim, o som do pinho
E quando a madrugada, já surgida
Os pombos voltarão para os seus ninhos

Oh linda imagem de mulher que me seduz
Ah se eu pudesse tu estarias num altar
És a rainha dos meus sonhos, és a luz
És malandrinha não precisas trabalhar

Ontem ao luar
Nós dois numa conversação
Tu me perguntaste
O que era dor de uma paixão
Nada respondi, calmo assim fiquei
Mas fitando o azul
O azul do céu a lua azul

Eu te mostrei,
mostrando a ti os olhos meus
Correr sem ti
uma nívea lágrima e assim te respondi
Fiquei a sorrir
por ter o prazer de ver a lágrima
Dos olhos a sofrer

A dor da paixão, não tem explicação
Como definir o que só sei sentir
É mister sofrer, para se saber
O que no peito o coração não quer dizer
Pergunta ao luar, travesso e tão taful
De noite a chorar na onda toda azul
Pergunta ao luar, do mar a canção
Qual o mistério que há na dor de uma paixão


compositores: Freire Junior
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