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Aparício era um índio largado
Morador lá da costa da serra
Malandrão muito namorador
Nos fandangos lá da sua terra
Quando ia dançar vaneirão
Só dançava bem agarradinho
Era só na base do apertão
E as mulher reclamava baixinho

Não aperta Aparício, não aperta, não aperta Aparício, não aperta
Não aperta Aparício, não aperta, que esta história vai ser descoberta
Se o velho meu pai está espiando dá peleia e dá morte na certa...

Certas horas o tal de Aparício
Foi dançar uma vaneira marcada
Convidou uma morena gorducha
Que por ele estava apaixonada
E o salão tava muito apertado
Era só naquele pega e puxa
Aparício dançava e pulava
E apertava a morena gorducha...

Não aperta Aparício, não aperta, não aperta Aparício, não aperta
Não aperta Aparício, não aperta, só se ouvia gritar a gorducha
A morena empurrava o Aparício e o Aparício puxava a gorducha
Não aperta Aparício, não aperta, não aperta Aparício, não aperta
Não aperta Aparício, não aperta, que esta história vai ser descoberta...

De repente o velhão da gorducha
Era um tal de Maneca Porpício
Sapateava e gritava na sala
Hoje é eu quem aperta o Aparício
E traçou-lhe o tatu no candieiro
E o baile ficou no escuro
Só se ouvia cochichos das velhas
E mulher que gritava em apuro...

Aperta Aparício, aperta, não aperta Aparício, não aperta
Aperta Aparício, aperta dava gosto de olhar essa cena
A morena empurrava o Aparício e o Aparício puxava a morena
Não aperta Aparício, não aperta, não aperta Aparício, não aperta
Não aperta Aparício, não aperta, que esta história vai ser descoberta
Se o velho meu pai está espiando dá peleia e dá morte na certa.

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Não Aperta Aparicio (Gaúcho da Fronteira)
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