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Emicida

Trepadeira (part. Wilson das Neves)

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Margarida era rosa bela, cherosa e grampola
Tipo casa das camélia gostosa bromélia
Toda prosa a me enlouquecer bela tipo
Um ipê frondosa, é um lírio causa delírios
Liria vicia a vigia chique como orquidea
Cabelos como samambaia em chachim flor
Perto dela as outras são capim pô
Girassol, violeta, beleza violenta
Passou aqui como se o mundo gritasse
Arrasa-me flor de laranjeira, ou primavera
Inteira, são flore e mais flores todas as cores
da feira irmão.

- O essa nega é trepadera hein?

É Tulipa a fama dela na favela enquanto
Eu dava uma ripa, tu azeda o caruru, Meus
Mano me falava que essa mina dava mais do
Que chuchu

- Aí é problema hein? cê é loco

Você era o cravo ela era a rosa e cá entre
nóis, gatinha quem não fica bravo dando sol e
Água, e vendo brotar, ela uma galinha, chamei
De banquete era fim de feira, estende tapete
Más ela é rueira, dei todo amor tratei como
Flor más no fim era uma trapadeira

Mamãe olhou e me disse:
- Isso aí é igual trevo de três folha, qué
Cume come más, num dá sorte, vai brinca com
A sorte

Bem me quer, mal me quer
Oh! nosso amor perfeito amargo tipo um jiló
Maria sem vergonha, eu burro chamei de trevo
De quatro folha e love inraizo fundo, más
Você não dá ou melhor dá pa todo mundo, quis te
Vê no jasmim, firmeza no malta preza branquim
Olha magnólia beleza, vitória régia, brincos de
Princesa, azaléia pura, Madre Tereza, mais não
Cê me quis de salgueiro chorão, costela de Adão
Raspou os cabelo de Sansão, tu vem coração parte
E grita ssim, arrasa biscate, merece era uma surra
De espada de São Jorge um chá de comigo ninguém
Pode má

- É eu vou bota teu nome na macumba viu, se segura

Você era o cravo ela era a rosa e cá entre
nós, gatinha quem não fica bravo dando sol e
Água, e vendo brotar, era uma galinha, chamei
De banquete era fim de feira, estende tapete
Más ela é rueira, dei todo amor tratei como
Flor más no fim era uma trapadeira

Declamado:

vou tirá onda, peguei no rabo da palavra e fui com
Ela, peguei na calda da estrela dela, a palavra do
Hipócrita, cê tem noção, é por isso que educação
Você sabe, é a palavra chave, é como um homem nú todo
Vestido por dentro, como um soldado da paz, armado
De pensamentos, é como uma saída um portal um instrumento
No tapete da palavra chego rápido, falado, proferido
Na velocidade do vento, escute meus argumentos, são
Palavras de ouro, más são palavras de rua, fique atento
Tendo um cabelo tão bom cheio de cacho e movimentos
Cheio de armação, emaranhado, crespura e bom comportamento
Grito bem alto sim
- Qual foi o idiota que concluíu que meu cabelo é ruim?
- Qual foi o Otário, equivocado que decidiu estar errado
o meu cabelo enrolado?
- Ruim pra que?
- Ruim pra quem?
Infeliz do povo que não sabe de onde vêm
Pequeno é o povo que não se ama, povo que tem na grandeza
Da mistura o preto, o índio, o branco, a farra das culturas
Pobre do povo que sem estrutura, acaba crendo na loucura
Que tem que ser outro pra ser alguém, num vem que num tem
Com a palavra eu bato, num apanho, escuta essa neném
Sou milionário do sonho.

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